Saudade

24 11 2009

Olá caros amigos,

Sejam bem-vindos ao nosso ponto de conversa. Hoje encontro-me muito saudosista da minha querida Santo Antônio de Pádua, ou simplesmente Pádua.

Pádua é uma cidade de pequeno-médio porte do Interior do estado do Rio de Janeiro no Noroeste Fluminense, uma cidade de mais ou menos 130 anos de fundação, foi nessa cidade onde passei a maior parte da minha infância e adolescencia, fui agraciado por ser filho dessa cidade, que tanto amo e admiro.

Hoje me bateu uma saudade da vida no interior, talvez seja pelo fato que no interior a vida vai passando mais letamente e podemos aproveitar mais nossa vidinha… enquanto que na cidade grande cada um faz para si um muro onde muitas das vezes não nos importamos com o pensamento ou com o outro, esse fenômeno talvez seja fruto da experiência diária do cotidiano que vai moldando as pessoas para desconfiarem um do outro. Receio que essa realidade esteja chegando no meu refúgio, em minha pequena cidade.

Me lembro de um poema/música escrita por Jose de Anchieta  Barros Perlingeiro, chamdo “Areão”, bem durante os idos da década de 40-50, nesta mesma cidade da qual exalto neste post banhada pelo Rio Pomba, durante o verão era fácil encontrar certas “praias” chamadas de “areão”, onde toda a sociedade paduana, ricos e pobres, se reuniam para se refrescar às margens do Rio da Pomba.

Muito mais do que um samba, essa música/poema talvez transmita o sentimento de nostalgia e saudade que sinto de um tempo que não volta mais. Um tempo em que as pessoas no calor das noites de lua cheia, podiam ir para a varanda de suas casa sem preocupar com nada, um tempo em que eu vivi, em que as crianças podiam brincar até mais tarde sem se preocupar com nada, pois estavam seguras…

Acredito que inúmeras pessoas já fizeram comparações entre cidades grandes e cidades pequenas, não quero ser mais uma, por isso vamos lá.

Conheçam o poema-musica “Areão”

Quem deixa sua terra seu ninho
E segue um novo caminho
Tem grande recordação
Trago de Pádua a saudade
Dos recantos da cidade
Do rio, do areão.
Areão que em noites de lua cheia
Reflete sempre na areia
O show de estrelas luzindo
No seu contorno enrolado
No rio colar prateado,
Faz você ficar mais lindo
 
Queria ser sua areia
E nas tardes de verão
Abraçar as lindas sereias
Espalhadas pelo chão.
Areão da minha infância,
Desta minha solidão.
Eu ofereço saudoso meu triste samba-canção.
 
Areão das bóias de bananeiras,
Dos risos, das brincadeiras,
Das boas peladas de então,
Ainda me vejo da ponte,
Divisando o horizonte
Cenário do Areão.
 =================================================================================
Já faz muito tempo que deixei essa cidadezinha para levantar meu vôo, mas mesmo tendo outra vida agora, respirando novos ares, sentindo novas emoções, sei que lá eu encontro meu refúgio, meu cantinho, meu descanso e meu aconchego…
 
Sabe se o post não ficasse tão grande até que eu postaria um poema que eu fiz quando eu estava me mudando de lá… já tem tempo, mas acredito que ainda encontro ele dentro de algum papel, aqueles que me conhecem sabem que não sou muito bom com papel, me perco em tantos, assim como me perco no coração das pessoas, eita isso me remete ao poema de Lorca, e não é o momento nem a hora…
Para terminar, vamos terminar bem animados!!! Vamos agitar…
pensei em colocar a música “Areão” mas não estou conseguindo “upar” para o youtube, então vamos de outra música…
Estou meio nostalgico, estou meio carente, então vamos de Ameerah “The Sound of missing you”
Semana intensa, provas tensas, vou PIRAR!!!

The Sound of Missing You

I miss hearing your voice,
All the words that you said to me
But now this empty space fills me up and takes over me
And I can’t escape it

It always keeps coming back
The sound of missing you
I hear it all around
The sound of missing you
The silence is so loud
The sound of missing you

I can’t break through these walls that are rising in front of me
And the deeper I fall, I realise I never gonna be free
Baby release me

It always keeps coming back
The sound of missing you
I hear it all around
The sound of missing you
The silence is so loud
The sound of missing you

Time goes by and it feels like I’m just going out of my mind
What we had, bring it back now
Cause I’m feeling empty inside
Oh, times goes by and it feels like I’m just going out of my mind
What we had, bring it back now
Cause I’m feeling empty inside

It always keeps coming back
The sound of missing you
I hear it all around
The sound of missing you
The silence is so loud

(Yeah) I miss hearing your voice,
All the words that you said to me (oh I need you)
But now this empty space fills me up and takes over me (heeeey)
(Baby release me)
I can’t break through these walls, they are rising in front of me (it alway keeps coming back)
(The sound of missing you)
And the deeper I fall, I realise I never gonna be free (I hear it all around)
(The sound of missing you)
I can’t break through these walls, they are rising in front of me (the silence is so loud)
The sound of missing you

The sound of missing you

The sound of missing you





E o Apagão?

12 11 2009

Bem como sabemos, metade dos estados brasileiros sofreram com o “Apagão” ocasionado por condições metereológicas adversas… bem isso é o que o governo diz…

outras fontes mais confiáveis (?) afirmam que foi Madonna , que encontrava-se no Rio de Janeiro e irá para São Paulo a causadora do sinistro.

O fato é que ficamos sem ar condicionado, neste calor do Rio de Janeiro! Gente nem precisa falar nada não é mesmo?!

E como dizem que o fato ocorreu por conta de Madonna, afinal onde estava a eterna rainha do Pop? Bem no escuro ela só ficou poucos minutos, isso porque o restaurante (diga-se de passagem é um dos melhores do Rio, um jantar lá são três meses de mesadas)  que ela estava jantando, em Ipanema - diga-se de passagem – possuia gerador e os donos nao exitaram em hexitaram em utiliza-lo, afinal, uma estrela não pode ficar apagada…

Como também sou filho do Cara lá de cima, no momento do apagão estava ouvindo música e justamente a música “I Gotta Feeling”, eita música boa de se dançar, não concordam?

Por incrivel que pareça o apagão chegou na minha casa no momento em que a música, que estava a uma altura tremenda cantava:

“Let’s paint the town
We’ll shut it down
Let’s burn the roof
And then we’ll do it again”

Na hora pensei duas coisas: ou os meus vizinhos medonhos cortaram minha luz ou realmente “acabamos com tudo”, mas infelizmente no fim descobri que era mais uma incompetência dos nossos governantes em gerir e investir em infra-estrutura… que ao inves de se preocupar com isso ficam fazendo apologia e auto promoção em provas de Ensino Superiro… Só no Brasil, concordam?

Já que tocamos em “I Gotta Felling” que tal curtirmos a música? Porque a noite parece que será boa – isso se não entrarmos no breu total, provocado por outro apagão…

E em um video que é tudo de bom, bem vou contar rapidinho a história, em 10 de setembro 172 estudantes da Universidade de Quebec e Montreal (UQAM), do curso de comunicação, resolveram fazer um clip dessa música, usando como cenário o campus universitário – muito bonito por sinal, e detalhe não existem cortes, “LUSHO”? nhé? Vale a pena estar aqui ilustrando e encantando nosso papo de hoje. Como hoje estou dando valor às criatividades, na página “Quimicando” posto também outro video, desta vez uma paródia bem a brazuca, com a música da banda Cine – “Garota Radical”, os alunos do colégio Doze de Outubro estão de parabén, girando em torno da Geometria Molecular do Carbono, e o nome da banda cover é “Quime”… bem instrutivo… e realmente “você só aprende se você fizer”…

Beijos,

JuH

==================================================

I Gotta Feeling – UQAM-2009





Poema-Protesto: “Que meus olhos vejam”

7 11 2009

Antes um comentário:

Quero agradecer às mensagens de incentivo relativo ao post “Preconceito na PUC“, postado dia 06/11/2009 aqui no “Papo e Prosa” “Inicio”. Prometo não me calar a respeito desse assunto, muito triste escrevi ontem o poema “Que meus olhos vejam” em meu fotolog, posto aqui para que vocês possam conferir. E não se esqueçam de repassar para seus amigos o link com o post “Preconceito na PUC“.

Obrigado, JuH

==========================================

Que meus olhos vejam...

Que meus olhos, vejam,

Que meus olhos, vejam,
um mundo melhor,
sem preconceito,
sem brigas,
sem disputas,
sem rancor,
sem ódio,
sem guerras.

Que meus olhos vejam,
as pessoas,
se amando,
se respeitando,
se perdoando,
se doando,
se transformando,
se cuidando.

Que meus olhos, vejam…
o reino universal,
do amor,
da paz,
da fraternidade,
da compreensão,
da caridade,
da sinceridade,
do bem.

Que meus olhos, vejam…
o desejo,
de se amar quem se queira,
de cultivar a paz,
de vivermos em paz.

meus olhos, meus desejos, meus sonhos, minhas esperanças.
 

Fonte: http://www.fotolog.com.br/juliano_xavier/39313859

=============================================

Aproveitando o embalo me lembrei de um video e uma música “Fuck you” – Lily Allen, que esteve no Rio de Janeiro em Outubro, o Show foi Maravilhoso. Embora a música “Fuck you” tenha sido sido escrita para o Presidente George Bush, virou no mundo todo uma mensagem contra a homofobia, então para o arremeçador de sapatos: dedico esse video a ele, e a música também. Destaco alguns trechos em homenagem ao “Lançador de Sapato”, acredito que ele poderia tentar a carreira de beisebol, quem sabe ele não tem futuro.

“Look inside
Look inside your tiny mind
Now look a bit harder
Cause we’re so uninspired,
so sick and tired
of all the hatred you harbour.

So you say
it’s not OK to be gay
Well I think you’re just evil
You’re just some racist
who can’t tie my laces
Your point of view is medieval

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
and we hate your whole crew
So please don’t stay in touch

[...]

Do you,
Do you really enjoy
living a life that’s so hateful?
Cause there’s a hole where your soul should be
You’re losing control of it
And it’s really distasteful. [..]“

Assistam é uma boa pedida e, embora a tradução não esteja tão perfeita, é uma forma de protesto contra a homofobia de maneira divertida! /

E viva a DIFERENÇA!





Preconceito na PUC

6 11 2009

Preconceito

 

Como a própria palavra já nos diz, é uma forma de darmos conceito pré-existente a uma pessoa, nos últimos meses não tenho escrito muito por causa da minha graduação que vem me exigindo cada vez mais, mas me senti na obrigação de escrever sobre tal ato.

Na semana que o movimento GLBTS reuniu quase 2 milhões de pessoas na orla de Copacabana no Rio de Janeiro, um fato ocorrido no último dia 5 de novembro me deixou revoltado, triste e pensativo: em pleno século XXI somos hostilizados por quem somos? O diferente será sempre visto de forma a ser combatida?

O fato que narro, aconteceu muito próximo de mim, não foi comigo, pois se tivesse acontecido prometo que aconteceria muita coisa, não deixaria passar.

Dia 5 de novembro, foi final do Concurso Estilo PUC, organizado por alunos o concurso reuniu em um desfile nesta edição de 2009, 20 modelos de ambos os sexos para definirem o chamado “Estilo PUC”, essa edição teve grande destaque inclusive durante os preparativos, cobertura do Portal “G1”, Jornal “O Globo”, Jornal “Hoje” e uma chamada no “Jornal Nacional”, isso devido à grande influencia que a PUC exerce na chamada elite burguesa  “cultura e intelectual” carioca e ter entre os jurados a famosa coreógrafa Deborah Colker. Hoje, um dia após o desfile do concurso, estampa a primeira página do Portal G1, na seção “em foco”…

Para os que não foram ao campus especificamente no pilotís Kenedy, e por coincidência do destino chamado Ala da Amizade, pensam que o evento fora uma maravilha, com um grande cunho social, pois a vencedora do estilo PUC feminino foi uma moradora do Chapéu Mangueira, muito bonita por sinal.

Você, que me lê, pode estar pensando o que isso tem haver com preconceito, causa GLBT e estilo PUC. Bem um fato ocorrido não mereceu ganhar destaque nos meios onde o evento foi coberto pela “grande mídia”, um dos finalistas masculinos se apresentou com seu estilo, sendo tachado como “extravagante” (leia-se “gay”), durante sua apresentação um sapato voou da platéia, composta na maioria por alunos (leia-se “a futura elite burguesa ‘cultural e intelectual’ carioca”), por pouco não acerta a grande convidada da noite a coreógrafa Deborah Colker.

O fato em si foi dado pelos organizadores, também alunos, como isolado e nada que impedisse o ‘brilhantismo’ do evento.

Será que se o bendito sapato atingisse Deborah Colker, não estaria também na primeira capa do G1 e no jornal O Globo? Entretanto, o fato de ter sido jogado em um aluno considerado gay pelo lançador de sapato, nada tem de importante, e isto na semana em que a causa GLBT reuniu quase 2 milhões de pessoas e a cidade do Rio de Janeiro ter sido eleita o melhor destino Gay do mundo.

Me pergunto, nada que “impedisse o ‘brilhantismo’ do evento” seria o fato de que houve hostilidades e, podemos afirmar, tentativa de agressão, foi sim o fato de que mais uma vez demonstramos que 2 milhões de pessoas na orla de Copacabana gritando “não ao Preconceito” se resumiu a um único dia… outro fato vem da pagina do congresso, o congresso abriu uma enquete publica questionando sobre se a população é  a favor da criminalização da homofobia, a PLC 122/2006, esteja com 59% de votos contrários a criminalização da homofobia…

Me sinto, triste, chateado e com o coração partido, meu orgulho de ser “filho da PUC” com este ato e com a atitude tomada pelos organizadores e pela Vice-Reitoria Comunitária e prefeitura do Campus, me fazem questionar e diminuir o meu orgulho pela PUC. Uma vez que a palavra Católica representa UNIVERSAL, a mensagem Católica sendo para todos os seres vivente da Terra, a idéia, como expressa o Reitor de uma Universidade Católica, é que os saberes sejam levados a todos os povos da terra levando alem da universalidade do conhecimento a mensagem de Deus, será que o diferente não faz parte da universalidade dos povos?

O pior câncer deste mundo é o preconceito. E atos como esse me abrem os olhos que devemos continuar a lutar por nossos direitos! Convido a você que me lê, a jamais deixar que a “grande mídia” não apresente os fatos considerados “isolados e que não impedem o ‘brilhantismo’ de eventos”.

 

Viva o Orgulho GAY!

 

Juliano Lima

Graduando Engenharia Quimica – PUC-Rio








Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.